Teratogênese

 

O QUE É UM AGENTE TERATOGÊNICO?

Chamamos de agente teratogênico tudo aquilo capaz de produzir dano ao embrião ou feto durante a gravidez. Estes danos podem se refletir como perda da gestação, malformações ou alterações funcionais (retardo de crescimento, por exemplo), ou ainda distúrbios neuro-comportamentais, como retardo mental.

 

 

 

Teratogênese por drogas:

As drogas variam consideravelmente em sua teratogenicidade. Algumas, como a talidomida, causam uma perturbação grave do desenvolvimento quando administrados durante o período da organogênese de certas partes do embrião (poe exemplo a talidomida no desenvolvimento dos membros). Outros teratógenos causam retardo mental e do crescimento e outras anomalias quando usados em quantidades excessivas durante o desenvolvimento (ex: álcool).

 

Exemplos:

 

– tabagismo: o tabagismo materno é uma causa bem demonstrada de retardo do crescimento intra-uterino.

 

-cafeína: é a droga mais popular da América do Nortepor estar presente em várias bebidas amplamente consumidas. A cafeína não é um teratógeno humano conhecido, entretanto não há garantia de que um grande consumo materno seja seguro para o embrião.

 

– álcool: seu consumo, tanto moderado quanto alto, durante o início da gravidez, pode levar a alterações do crescimento e da morfogênese do feto. Crianças filhos de mãe alcoólatras crônicas apresentam um padrão específicos de de defeitos que inclui deficiência do crescimento pré e pós natal, retardamento mental e outras anomalias: microencefalia, fissuras palpebrais curtas, pregas epicânticas, hipoplasia do maxilar, nariz curto, lábio superior delgado, sulco da palma da mão anormais, anomalias de articulações e doença congênita do coração. Este padrão de anomalias – a síndrome de alcoolismo fetal (SAF)- é detectado em 1 a 2 crianças/1000 nascimentos vivos.

*Artigo relacionado: http://www.taps.org.br/Paginas/smentalartigo03.html

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Outros teratógenos que não entram na classificação “por drgogas”:

 

– andrógenos e progestógenos: esses termos são usados para substâncias, naturais ou sintéticas, que induzem algumas das ou todas as mudanças biológicas produzidas pela progesterona, algumas dessas substâncias têm propriedades androgênicas que podem afetar o feto feminino, produzindo a masculinização da genitália externa.

 

 

– antibióticos: foi relatado surdez em filhos de mães tratados com altas doses de estreptomicina como agentes antituberculose. A penicilina tem sido amplamente utilizada durante a gravidez, parecendo não causar danos ao embrião e ao feto.

 

-anticoagulantes;

 

– anticonvulsivantes;

 

– ácido valpróico;

 

– antieméticos;

 

– agentes antineoplásicos;

 

– cortiesteróides;

 

– insulina;

 

– ácido retinóico (vitamina A)

 

– salicilatos;

 

– drogas tireoidianas;

 

– tranquilizantes;

 

– lítio;

 

– drogas ilícitas;

 

– mercúrio orgânico;

 

– chumbo;

 

– rubéola;

 

– citomegalovíros;

 

– vírus da herpes simples;

 

– varicela;

 

– HIV;

 

– toxoplasmose;

 

– sífilis comgênita;

 

– campos eletromagnéticos;

 

– ondas de ultra-som;

 

– PKU;

 

 

Estes são alguns dos exemplos de teratógenos humanos conhecidos.

 

 

Encontrei esse artigo ujo título é “Avaliação de teratógenos na população brasileira” o achei interessante por descrever uma evolução histórica sobre o interesse de descobrir quais fatores (teratógenos) que podem afetar a vida embrionária no Brasil. http://www.scielo.br/pdf/csc/v7n1/a06v07n1.pdf

 

 

 

 

 

Outro artigo que mostra o meio ambiente como agente teratógeno: http://www.centroreichiano.com.br/artigos/O%20meio%20ambiente%20estressante%20comprometendo%20o%20desenvolvimento%20neuropsicofisiologico%20da%20crian%C3%A7a.pdf

 

 

Reflexão:

Como todos os assuntos ministrados nas aulas de embriologia, esse não foge do padrão, sempre novidades e assuntos interessantes! Vimos que para engravidar não é fácil, ocorre uma seleção, várias reações e sempre obstáculos na fecundação, agora vemos que nem tudo fica fácil depois de ocorrer a fecundação… os teratógenos estão em todos os lugares, agora já pensamos que o difícil não é engravidar e sim levar a gravidez,de uma forma saudável, a diante. Ainda lembro que na aula a professora comentou que o único medicamento que a gestante pode tomar sem “medo” é o paracetamol, e quando paramos para pensar no hábito dos brasileiros de se automedicar vemos quão grande é o risco que as gestantes, e seus embriões, correm. Devemos trabalhar para alertar as gestantes, tenho certeza que muitas delas não fazem idéia do perigo que rodeia sua gestação e a saúde de seus bebês.

 

 

 

Fontes: material de aula e livro Embriologia Clínica 7ª edição dos autores Moore e Persaud.

 

 

 

 

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