1ª semana gestacional

Na primeira semana  da gravidez ocorre os seguintes eventos:

-Oocitação

-Fertilização

-Clivagem (na tuba)

-Formação do blastocisto (na tuba)

-Implantação (endométrio)

 

 

n      OOCITAÇÃO (OVOCITAÇÃO)

n       

n      O aumento no LH ativa colagenases e prostaglandinas ao redor do folículo no estágio pré-oocitatório.

n      As colagenase digerem as fibras ao redor do folículo

n      As prostaglandinas produzem contrações ovarianas

n      Extrusão do oócito e células do cúmulo oóforo para fora do ovário (tuba uterina-fimbrias)

n      Células do cúmulo oóforo se rearranjam ao redor da zona pelúcida e formam a corona radiata

n      Corpo lúteo (amarelo):

        Células granulosas remanescentes do folículo e a teca interna

        Ação do LH

        Transformação em células lúteas (amarelas)

        Secreção de progesterona e estrógenos

        Preparação do útero para implantação

        Se não houver fertilização o corpo lúteo cresce até o nono dia e depois diminui e degenera, formando tecido fibroso (corpo albicante)

        Redução de hormônios sexuais (sangramento-menstruação)

        Se houver fertilização o embrião libera gonadotrofina coriônica e o corpo lúteo cresce até o quarto mês (corpo lúteo gravídico)

        Mantém produção de progesterona até o quarto mês

        Depois degenera e morre

        Placenta passa a produzir progesterona

 

 

 FERTILIZAÇÃO

 

n      Ocorre na tuba uterina

n      Somente 1% dos espermatozóides chegam ao colo do útero

n      A mobilidade dos espermatozóides é melhorada pelos cílios e líquidos uterinos (2 a 7 hs para alcançar a tuba)

n      Células disseminadas do cúmulo oóforo liberam fatores quimiotáticos para os espermatozóides

 

n       

n      Na tuba os espermatozóides passam por interações:

n      capacitação: interação entre os espermatozóides e o epitélio da mucosa da tuba (ativação do espermatozóide e remoção da capa glicoprotéica da região acrossômica)

n      Fases da fertilização:

n      Penetração na coroa radiada (fase 1)

n      Penetração na zona pelúcida (fase 2)

n      Fusão dos citoplasmas (fase 3)

 

 

n

n      Fases da fertilização:

         Penetração na coroa radiada:

n      Os espermatozóides capacitados que alcançam o oócito (300 a 500) tentam penetrá-lo.

        Penetração na zona pelúcida:

n      È uma camada de glicoproteínas (receptores) que circundam o oócito e que interagem com os espermatozóides

n      A interação produz reação acrossômica (liberação de enzimas lisossomais e tripsina)  e penetração na zona pelúcida

        Fusão da membrana celular do oócito e espermatozóide:

n      Ao entrarem em contato as membranas celulares se aderem (integrinas) e se fundem.

n      Penetração do citoplasma do espermatozóide no citoplasma do óvulo.

n      Alterações no óvulo:

   n      Reações corticais e da zona: Liberação de grânulos citoplasmáticos de impermeabilização (perda de glicoproteínas na zona pelúcida que reconhecem os espermatozóides). Impede poliespermia

n      Retomada da meiose II: término da meiose II e produção do oócito definitivo (haplóide) e dos 3 corpos polares. Os cromossomos ficam numa vesícula (pró-núcleo feminino)

      n      O núcleo do espermatozóide de expande e forma uma vesicula e ocorre perda da cauda (pró-núcleo masculino)

      n      Cada pró-núcleo (masculino e feminino) multiplica seu DNA e se funde iniciando uma mitose e formando 2 células diplóides (início do zigoto e determinação do sexo)

      n      Inicio da clivagem e divisão celular (formação do embrião)

 

 

 CLIVAGEM

 

n      Após o início da formação do embrião ocorre 3 seqüências de mitoses e originam uma massa compacta com 16 células unidas por junções intercelulares (mórula):

         Massa celular interna (tecidos embrionários)

         Massa celular externa (trofoblasto-placenta)

          

     

 

 

BLASTOCISTO

 

n      A mórula no útero se enche de líquidos e forma uma cavidade na massa celular interna (blastocele-blastocisto)

        Massa celular interna se agrupa (embrioblasto)

        Massa celular externa (trofoblasto-céls achatadas)

        Desaparecimento da zona pelúcida

        Implantação (nidação)

 

 

IMPLANTAÇÃO

 

n      Penetração das células trofoblásticas no epitélio uterino (6º dia)

n      Integrinas (trofoblasto) reconhece laminina e fibronectina

 

 

 

ÚTERO NA IMPLANTAÇÃO

 

n      Parede uterina:

        Endométrio (mucosa)

        Miométrio

        Perimétrio

n      Alterações uterinas no ciclo menstrual (FSH e LH)

        Fases uterinas:

n      Folicular ou proliferativa: Crescimento do folículo (FSH) e liberação de estrogênio (final da última fase menstrual)

n      Secretora ou pró-gestacional: Logo após oocitação, formação do corpo lúteo e produção de progesterona (hiperplasia endometrial). Camadas endometriais (compacta, esponjosa e basal)

n      Fase menstrual: queda de progesterona (sangramento e descamação)

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

**E é assim, na primeira semana a mulher ainda nem desconfia que está grávida e acontece tudo isso dentro do corpo dela!

   As aulas de embriologia estão sendo super interessantes e nada cansativas, mostram coisas do dia-a-dia que eu nem imaginava que existisse!

 *Fonte: http://www.nabbaceara.com.br/downloads/primeira%20semana.ppt#256,1,PRIMEIRA

 

– O QUE É SUPERFECUNDAÇÃO?

É a concepção de gêmeos dizigóticos de pais diferentes ou não. Isto ocorre quando em um mesmo ciclo a mulher libera dois óvulos (ovócito II) e mantém relações sexuais, possibilitando a fecundação dos dois óvulos por espermatozóides que podem ser de apenas um homem ou também de homens diferentes.

 

O QUE É SUPERFETAÇÃO?

É quando ocorre a fertilização de dois óvulos prevenientes de ciclos ovulatórios diferentes. Assim, uma mulher grávida de um feto único e contrariamente ao que normalmente acontece, continua a ovular, engravidando de novo. A mulher passaria, então, a ter uma gravidez gemelar dizigótica, com fetos com idades gestacionais diferentes.

 

O QUE É REAÇÃO DA ZONA?

A reação zonal eh uma mudança na zona pelúcida, que ocorre por que, quando o espermatozóide penetra nela, libera enzimas que fazem com que ela fique impenetrável a outros espermatozóides.

 

– QUAIS SÃO OS RESULTADOS DA FECUNDAÇÃO?

O reestabelecimento de uma célula 2n, o zigoto.

 Ativação metabólica do ovócito: aumento do cálcio intracelular ativa síntese lipídica e aumento do pH intracelular ativa síntese protéica

Bloqueios a polispermia (reação zonal).

 Retomada da segunda divisão meiótica.

Formação dos pronúcles masculino e feminino.

 

Fusão dos pronúcleos.

 

 Formação do fuso mitótico a aprtir do centríolo do espermatozóide.

 

 

COMO O OVÓCITO RESPONDE AO ESPERMATOZÓIDE?
Pela reação zonal.
***Caso clínico sobre infertilidade por endometriose:

Endometriose é uma doença que acomete as mulheres em idade reprodutiva e que consiste na presença de endométrio em locais fora do útero. Endométrio é a camada interna do útero que é renovada mensalmente pela menstruação. Os locais mais comuns da endometriose são: Fundo de Saco de Douglas ( atrás do útero ), septo reto-vaginal (tecido entre a vagina e o reto ), trompas, ovários, superfície do reto, ligamentos do útero, bexiga, e parede da pélvis.

Os principais sintomas da endometriose são dor e infertilidade.Aproximadamente 20% das mulheres tem apenas dor, 60% tem dor e infertilidade e 20% apenas infertilidade.A dor da endometriose pode ser cólica menstrual intensa, dor abdominal à relação sexual, dor no intestino na época das menstruações ou uma mistura destes sintomas.

Há diversas teorias sobre as causas da endometriose. A principal delas é que, durante a menstruação, células do endométrio, camada interna do útero, sejam enviadas pelas trompas para dentro do abdômen. Há evidências que sugerem ser uma doença genética. Outras sugerem ser uma doença do sistema de defesa. Na realidade sabe-se que as células do endométrio podem ser encontradas no líquido peritoneal em volta do útero em grande parte das mulheres. No entanto apenas algumas mulheres desenvolvem a doença. Estima-se que 6 a 7 % das mulheres tenham endometriose.

As teorias mais modernas parecem mostrar que existem três tipos de endometriose que podem até ser três doenças diferentes:

Endometriose Ovariana, caracterizada por cistos ovarianos que contém sangue ou conteúdo achocolatado.

Endometriose Peritoneal, onde os focos existem apenas no peritônio ou na parede pélvica.

Endometriose Profunda (ou de septo retovaginal), devido à proximidade entre o útero e o intestino, a endometriose pode invadir áreas adjacentes ao útero conforme se vê na figura.
A principal característica desta doença é a dor. Seu tratamento é difícil e, hoje, no Brasil, apenas poucos centros tem condição de fazer a cirurgia deste tipo de endometriose.

O diagnóstico de suspeita da endometriose é feito através da história clínica, ultra-som endovaginal especializado, exame ginecológico e marcadores, exames de laboratório. Atenção especial deve ser dada ao exame de toque, fundamental no diagnóstico da endometriose profunda.

O tratamento da endometriose, hoje, depende de uma abordagem sincera entre a paciente e o médico. Após a avaliação cuidadosa de cada caso o médico e a paciente vão resolver juntos o caminho a ser seguido.
Especial atenção deve ser dada à paciente que pretende engravidar. Talvez seja necessário seu encaminhamento para um Centro de Reprodução Humana mesmo antes do tratamento da endometriose.
Outra principal atenção é a endometriose profunda. Sabe-se que cirurgias muito bem planejadas reduzem significativamente a dor nestes casos mas estas cirurgias só são feitas em centros especializados.
Atualmente não há cura para a endometriose. No entanto a dor e os sintomas dessa doença podem ser diminuídos.

As principais metas do tratamento são:

Aliviar ou reduzir a dor.
Diminuir o tamanho dos implantes.
Reverter ou limitar a progressão da doença.
Preservar ou restaurar a fertilidade.
Evitar ou adiar a recorrência da doença.

O tratamento cirúrgico pode ser feito com laparotomia ou laparoscopia.

Fonte: http://www.gineco.com.br/endometriose.htm

**Adorei aprender mais sobre endometriose, minha mãe teve endometriose profunda a mais ou menos 7 anos. Mas quando ela descobriu a doença não fez cirurgia, usou o implante subcutâneo, mas não teve os resultados desejáveis, então ela optou por retirar o útero. Na época eu nao sabia direito, achava que era apenas sangramento interno. As aulas de embriologia me ajudaram nisso, sou muito curiosa para saber melhor das coisas que acontecem com pessoas próximas a mim.

 

 

 

 

 

 

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